31 julho 2011

O charuto como testemunha

Quatro histórias envolvendo Churchill, Kennedy e Fidel. Mas a personagem principal é o charuto cubano.

O charuto de Churchill
Fonte: BBC.

O então primeiro-ministro abandonou o charuto em seu gabinete para participar de um encontro de emergência para discutir assuntos relacionados à Guerra.
O charuto, que tem o nome de Churchill, foi recolhido e guardado pela funcionária Nellie Goble, que trabalhava na residência do premiê em Downing Street, em Londres.
Depois de recolher o charuto, ela escreveu uma nota para um amigo, que também foi leiloada.
“Para Jack, com os melhores votos, da Nellie. Só um pequeno suvenir para lembrar você, em uma data futura, de um dos maiores homens que já viveu na Inglaterra”, diz a nota.
“Jack” guardou a nota e o charuto até sua morte, em 1987. As lembranças foram então herdadas pela filha, que manteve as manteve guardadas em uma gaveta em sua casa, na região inglesa de Norfolk.
A casa de leilões Auctioneers Keys esperava arrematar apenas £350 (R$1 mil), mas o item foi comprado por um colecionador em Hertfordshire por mais de dez vezes o valor estimado.


La Corona


A foto do charuto de Churchill mostra a referência à fábrica cubana La Corona. SUa fundação data de 1840. A fábrica tinha um produto especial para o mercado britânico, o Punch (Mr. Punch era um personagem fictício e popular entre os ingleses). Wiston Churchill era seu consumidor mais conhecido. Ele chegou a visitar a fábrica e a receber charutos especiais, com seu nome grafado.
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Kennedy e o embargo a Cuba
Depois da tentativa de invasão a Cuba e a crise dos mísseis (1962), os EUA iniciaram a política de embargo à Ilha, que dura até hoje.
Entre suas consequências, ocorreu a proibição da venda de charutos cubanos em solo americano. Além de ser uma retaliação a Cuba, a medida serviu como reserva do mercado de charutos consumidos nos EUA aos exilados cubanos, anticastristas. Depois que tiveram suas fábricas desapropriadas pelo governo revolucionário, alguns passaram a produzir charutos em solo americano.
Alguns dos cubanos exilados anticastristas eram especializados no comércio de bebidas e tabaco e grandes financiadores de campanha nos EUA. O pai de Kennedy, Joseph Kennedy, que fazia comércio desses produtos e chegou a ter a fama de contrabandista, os conhecia muito bem.
Virou folclore a história de que Kennedy, antes de propor o embargo, teria  aberto a gaveta de sua mesa de trabalho, na Casa branca, para certificar-se de que estava bem abastecido de charutos originais de Cuba.
Leia também Cuban cigars...


28 julho 2011

Humala e Lula: semelhanças e diferenças


Ollanta Humala, que toma posse na quinta-feira (28/7) como presidente do Peru, já ousou realizar uma trajetória mais ao centro, ou mesmo à direita, do que o homem que ele emulou durante sua campanha eleitoral: o ex-presidente brasileiro Lula.

  

Ollanta Humala ousa ir onde Lula jamais esteve

Fonte: Brasil Econômico - Por Terry Wade/Reuters
27/07/11 19:50



Humala, um ex-militar que no passado assustava os investidores com uma retórica agressiva, foi eleito em junho com promessas de adotar uma "esquerda de mercado", como fez Lula.
Mas o gabinete que Humala montou é, sob qualquer ângulo, mais conservador do que o ministério nomeado por Lula quando da sua posse, em 2003.
Isso sugere que Humala manterá intacto o atual modelo econômico, mas intensificará a luta contra a pobreza, problema que aflige cerca de um terço da população do Peru, país que tem um dos mais expressivos crescimentos econômicos do mundo na atualidade.
Humala surpreendeu investidores céticos na semana passada ao anunciar sua equipe econômica - um verdadeiro "time dos sonhos" para o mercado financeiro.
Luis Miguel Castilla e Julio Velarde, dois economistas adorados por Wall Street, serão respectivamente ministro das Finanças e presidente do Banco Central. A Bolsa de Lima disparou diante dessa notícia, e a moeda local chegou à sua maior cotação em três anos.
Castilla e Velarde, ambos doutores em economia por universidades de ponta dos Estados Unidos, trabalharam com o atual presidente, Alan García, seguidor fervoroso das políticas de livre mercado e contra quem Humala pregava no passado, acusando-o de beneficiar os ricos em detrimentos dos pobres.
O novo presidente também escolheu um importante exportador para comandar o Ministério do Comércio, o que indica a preservação dos muitos acordos de livre comércio do Peru, com parceiros como China e EUA.
Transformação dramática
No passado, Humala enfrentava resistência por causa da sua retórica contrária aos investidores estrangeiros, e também por ter comandado uma frustrada revolta militar contra o então presidente Alberto Fujimori, em 2000.
Na eleição de 2006, ele foi derrotado por García porque era visto como um acólito do líder socialista venezuelano Hugo Chávez. Desde então, porém, o peruano passou por uma transformação dramática, revelando-se um centrista conciliador.
"Humala está mantendo o presidente do Banco Central e o vice-ministro de Finanças do atual governo. O Brasil não fez isso em 2003. Achava-se que precisava haver uma mudança", disse Gray Newman, economista-chefe do Morgan Stanley para a América Latina.
O gestor de um fundo de hedge peruano disse, brincando, que ao escolher um ministro "de direita", Humala parou de se inspirar em Lula e agora está copiando García.
Até agora, no entanto, essa guinada para a centro-direita despertou poucos rancores dentro do seu partido, ao passo que Lula precisou passar anos domando radicais do PT que o acusavam de ter vendido a alma ao capitalismo depois de três derrotas em eleições presidenciais.
Ao contrário do que ocorreu com Lula, Humala nomeou uma equipe que já goza de credibilidade junto aos mercados.
No caso brasileiro, o primeiro ocupante da pasta da Fazenda, Antonio Palocci, era médico sanitarista; o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, era criticado por não ser economista, embora tivesse experiência como banqueiro. Ambos acabaram conquistando a confiança dos investidores, mas foi um processo que levou meses.
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O exemplo de inclusão digital do Uruguai

O Uruguai já concluiu a inclusão digital de todas as escolas públicas e distribuiu um computador portátil para cada aluno. 
O país vizinho também participa do projeto Mercosul Digital, para criação de protocolos e procedimentos para estimular comércio digital na internet para pequenas e médias empresas, por isso o Brasil o considera um parceiro estratégico nessa área.

O Brasil quer seguir o mesmo caminho.
Leia a reportagem da Agência Brasil...

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27 julho 2011

Como estão os músculos do Brasil diante de um eventual calote dos EUA?

Resumo da ópera: 
“A estagnação dos avançados atrapalha os emergentes, mas não a ponto de impedir que eles continuem o crescimento”.
Frase do ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, 26/07/11.

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Apresentação em Pdf.
Áudio da apresentação.


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Os imigrantes estão chegando, cada vez mais